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Doenças e pragas do abacateiro: guia de monitoramento da antracnose à broca

Antracnose no abacateiro, broca-do-abacate e outras pragas e doenças por fase: o que vistoriar, quantas plantas, com que frequência e o que registrar.

O monitoramento de doenças e pragas do abacateiro segue a fase da cultura, não o mês. A antracnose e a verrugose se previnem na florada e no pegamento, a broca-do-abacate se vigia enquanto há fruto na planta, os tripes da florada ao pegamento, os ácaros nas épocas secas e a podridão de raízes depois das chuvas. A antracnose infecta no pomar, mas só aparece quando o fruto amadurece, depois da colheita.

Este guia organiza esse trabalho para uma fazenda de abacate Hass ou de variedades tropicais: o que vistoriar em cada fase, como amostrar cada praga e doença, o que registrar e como a IA pode ajudar a ler as rotas. Não recomenda produtos nem doses: isso é com o agrônomo, com a bula registrada no MAPA. O método geral está no nosso guia de manejo integrado de pragas.

Um produtor confere os frutos de um abacateiro no pomar
Um produtor confere os frutos no seu pomar de abacate em Fallbrook, Califórnia. Foto: USDA, domínio público.

Doenças e pragas do abacateiro: resumo por fase

Problema O que danifica Quando olhar Como vistoriar
Antracnose (Colletotrichum) Fruto na pós-colheita; flores Infecta da florada à colheita; aparece ao amadurecer Condições de risco no pomar e descarte na pós-colheita
Verrugose (Sphaceloma perseae) Folhas e frutos novos Tecido novo com chuva Frutos com lesões sobre frutos vistoriados
Cercosporiose Frutos, folhas e ramos Fruto em desenvolvimento Frutos com manchas
Podridão de raízes (Phytophthora cinnamomi) Raízes; a planta definha Depois de chuvas fortes, em solo mal drenado Percorrer o talhão procurando copas com sintomas e conferir raízes das suspeitas
Broca-do-abacate (Stenoma catenifer) Fruto, semente e ramos Enquanto houver fruto Frutos com furos e serragem, por planta amostrada
Bicudos (Heilipus) Tronco (larva); flores, ramos, folhas e frutos (adulto) O ano todo Galerias com serragem no tronco, danos em frutos e brotações
Ácaros Bronzeamento e queda de folhas Épocas secas e quentes Folhas novas com lupa, começando pelas bordas do talhão
Tripes Cicatrizes na casca, queda de flor Da florada ao pegamento Inflorescências batidas sobre uma superfície branca
Mancha-de-sol (sunblotch) e cancros Fruto, ramos e casca Qualquer rota Planta suspeita, foto e laboratório

As seções abaixo trazem o método de cada um, com a fonte. O agrônomo define os números finais.

O calendário segue a florada, não o mês

Um talhão de abacate passa por brotação, florada, pegamento, enchimento de fruto e colheita, e cada praga tem sua janela dentro desse ciclo. Em São Paulo, um estudo em Araras registrou uma única florada, em agosto e setembro, e dois fluxos de brotação, em setembro-outubro e janeiro-fevereiro, em pomares de sequeiro; o Hass é colhido de março a outubro.

Nas regiões altas da Colômbia e do México, que concorrem com o Brasil na exportação, há mais de uma florada por ano, e um mesmo talhão pode estar em flor e com fruta perto da colheita ao mesmo tempo. Por isso vale anotar a fase em cada rota, planta por planta, em vez de deduzi-la pela data:

Fase O que vistoriar Por quê
Brotação Ácaros, broca nos ramos, verrugose nas folhas novas Ácaros e verrugose atacam o tecido novo
Florada Tripes, antracnose e verrugose A flor e o fruto recém-formado são os mais sensíveis
Pegamento e fruto pequeno Tripes, broca, verrugose Cicatrizes e entradas de fungos acontecem agora
Enchimento Broca, bicudos, ácaros na seca O dano da broca aparece à medida que o fruto cresce
Pré-colheita e colheita Broca, frutos caídos, qualidade na pós-colheita É a fase que mostra a antracnose
O ano todo Podridão de raízes, mancha-de-sol, cancros São doenças da planta, não de uma fase

Antracnose no abacateiro: infecta no pomar desde a florada e aparece depois da colheita

A antracnose (Colletotrichum) é a doença do abacateiro mais fácil de medir errado. O fungo infecta flores e frutos no pomar, fica latente e só se manifesta quando o fruto amadurece. Um talhão pode parecer limpo na última rota e mandar fruta manchada para o cliente.

Os números brasileiros mostram o tamanho do problema:

Na prática, a antracnose se acompanha em dois lugares. No pomar, anote a chuva e a umidade na florada e no pegamento, os ramos secos, os frutos mumificados e o dano de insetos. Na pós-colheita, peça ao packing house o descarte por antracnose de cada talhão: é a medida real da doença, e só funciona se a fruta chega identificada com o talhão.

Verrugose e outras doenças na folha do abacateiro

A verrugose (Sphaceloma perseae) é uma das principais doenças do abacateiro e ataca folhas e frutos novos. Chuva forte e umidade alta a favorecem, e o dano de tripes abre a entrada para o fungo. As lesões são corticosas e superficiais: não afetam a polpa, mas prejudicam a aparência do fruto. Vistorie na mesma rota da florada e do pegamento, como frutos com lesões sobre frutos vistoriados.

A cercosporiose danifica frutos, folhas e ramos, e o fruto cai quando o pedúnculo é atingido. Como a antracnose, pode infectar no campo e só aparecer na pós-colheita. Uma doença na folha do abacateiro pode ser uma dessas duas, mas a mancha também pode vir de ácaros ou de outra causa: a foto da folha, com o talhão e a data, ajuda o agrônomo a separar uma coisa da outra.

Podridão de raízes (Phytophthora)

A podridão de raízes por Phytophthora cinnamomi é, segundo a UC IPM, a doença mais séria e importante do abacateiro no mundo. Os sintomas na copa são folhas pequenas e verde-pálidas ou amareladas, e murcha mesmo com o solo úmido. Um estudo de 2016 apontava que, no Brasil, os relatos científicos sobre a eficácia dos métodos de controle eram escassos, o que torna o registro de cada planta ainda mais valioso.

A copa demora a avisar: as raízes podem estar afetadas semanas ou meses antes que a copa mostre o problema, segundo o ICA da Colômbia. Isso define o método:

  1. Percorrer o talhão inteiro procurando copas em declínio.
  2. Conferir as raízes de cada planta suspeita e mandar uma amostra ao laboratório.
  3. Marcar a planta com o ponto GPS e sinalizá-la no campo.
  4. Começar o trabalho nas áreas sadias e terminar nas doentes, e não entrar em talhões infestados com o solo molhado, como recomenda a UC IPM. A ordem das rotas segue a mesma regra.

Mancha-de-sol (sunblotch) e cancros

A mancha-de-sol é causada por um viroide transmitido por enxertia, semente, pólen e ferramentas. Provoca estrias amarelas afundadas em ramos e frutos e casca rachada, e há plantas infectadas sem sintomas. Segundo o SENASICA do México, pode reduzir em 30 % a produção das plantas infectadas, chegando progressivamente a 50 %. Só o laboratório confirma. Uma única planta suspeita justifica a foto, o ponto GPS e a amostra; as ferramentas de poda são desinfetadas entre plantas.

Os cancros são lesões afundadas e escuras no tronco e nos ramos, e podem ter causas diferentes. Anote em que parte da planta estão (base do tronco, forquilha ou ramo), tire a foto e deixe o laboratório confirmar a causa: é ela que decide o manejo.

Broca-do-abacate e bicudos

A broca-do-abacate (Stenoma catenifer) é uma mariposa cuja lagarta perfura o fruto, a semente e os ramos. Não há uma regra oficial brasileira de amostragem nem um nível de controle, mas há duas referências úteis:

  • Uma dissertação da UFV (2025) monitorou a broca toda semana, em 1.000 frutos de 10 talhões de Hass em Minas Gerais, e calculou níveis de controle de 0,9 % a 2,9 % de frutos broqueados, conforme o valor da produção e o método de aplicação. Na validação em campo, 90 % das lavouras amostradas passaram do nível mais alto. É um trabalho acadêmico, não uma recomendação oficial: use como ponto de partida com o agrônomo.
  • A exportação para o Chile. A norma do SAG para o Hass brasileiro exige locais de produção registrados, vigilância ao menos mensal sobre 10 % da área e no mínimo 15 plantas por hectare, revisando 10 frutos por planta, recolhimento dos frutos caídos e suspensão imediata do local de produção ao detectar um único exemplar de Stenoma catenifer.

Os bicudos, como o Heilipus catagraphus (bicudo-do-abacateiro), atacam outras partes: a larva broqueia o tronco por baixo da casca, e o adulto se alimenta de inflorescências, ramos novos, folhas e frutos. Uma dissertação da UFV observou que o ataque varia com a variedade, a fase da planta e a estação do ano. Registre-os na rota da broca, anotando galerias com serragem no tronco.

Na Colômbia e no México, essas brocas são pragas de controle oficial. A Resolução ICA 1507 de 2016 pede a qualquer produtor de abacate na Colômbia um monitoramento a cada duas semanas, em 15 plantas por hectare dentro de 10 % da área, com 10 frutos por planta, e cada monitoramento documentado na fazenda. No México, o SENASICA amostra no mínimo 10 plantas por hectare e 10 frutos por planta. São concorrentes do Brasil na exportação e mostram o nível de registro que um programa de exportação exige.

Ácaros e tripes

Não encontramos uma recomendação da Embrapa ou de órgão estadual com amostragem ou nível de controle para ácaros e tripes no abacateiro. As referências mais citadas vêm de fora:

  • Tripes. A UC IPM, na Califórnia, revisa 10 folhas novas em pelo menos 10 plantas a cada 7 a 10 dias e indica o controle com média de três a cinco tripes por folha no pegamento. Quase todo o dano acontece quando o fruto tem de 5 a 15 mm. É um número de outra região e de outra espécie (Scirtothrips perseae): anote de onde veio.
  • Ácaros. Na Colômbia, o alerta do ICA de 2024 diz que o ácaro-vermelho (Oligonychus yothersi) aumenta em secas longas com calor e causa dano acima de 50 ácaros por folha ou quando invade as brotações novas. Pede monitoramento quinzenal, começando pelas bordas do talhão junto a estradas e carreadores. Esse é um nível de dano, não um nível de controle: é preciso agir antes.

Como desenhar as rotas de monitoramento do abacate

Uma rota só para tudo acaba malfeita: cada problema pede sua frequência, sua amostra e uma parte diferente da planta. Um esquema que funciona é separar as rotas pelo que medem:

Rota Amostra Frequência sugerida
Broca e bicudos Copa e 10 frutos por planta amostrada Semanal a quinzenal enquanto houver fruto
Ácaros e tripes Folhas novas com lupa; inflorescências na florada A cada 7 a 15 dias, sem pular a florada nem o pegamento
Doenças de fruto e folha (antracnose, verrugose, cercosporiose) Frutos e folhas novas Quinzenal na florada e no pegamento
Doenças da planta (Phytophthora, mancha-de-sol, cancros) Percorrer o talhão procurando copas suspeitas Mensal e depois de chuvas longas

Três regras para que as rotas sejam comparáveis:

  • Converta a amostra num percentual. O Arlo amostra o mesmo percentual de plantas em todos os talhões de uma ficha. Se o seu protocolo pede 15 plantas por hectare, um talhão plantado com 250 plantas por hectare precisa de 6 % e um com 500, de 3 %. Defina o percentual pelo talhão de menor densidade, para que nenhum fique abaixo da amostra.
  • Comece por onde a praga começa, sem mudar a amostra: as bordas com estrada para os ácaros, os focos da safra anterior para a broca, as áreas sadias antes das doentes.
  • Não mude o método no meio da safra. Se mudam as plantas, o órgão ou o monitor sem registro, não dá para saber se mudou o talhão ou a amostra.

O que registrar

Cada observação precisa da data, do talhão, da praga, do resultado com seu denominador, da fase e de quem vistoriou. Quem exporta precisa provar isso. Para o Chile, a norma do SAG exige locais de produção registrados junto ao MAPA e vigilância ao menos mensal, e é o registro de cada vistoria que mostra que ela aconteceu. Na Colômbia, que concorre com o Brasil, o manual da Resolução ICA 824 de 2022 fixa como mínimo do registro de monitoramento data, cultura, talhão, praga, resultado quantitativo e nome de quem fez a atividade, guardados por pelo menos dois anos, com cópia de segurança se forem digitais. O mesmo manual aceita planilhas de Excel, um SIG ou um aplicativo próprio como sistema de captura dos dados. Se as rotas já guardam esses campos, o relatório para o comprador ou a autoridade sai delas, e não precisa ser montado à mão.

Como a IA ajuda a ler as rotas do abacate

Uma fazenda com cinco rotas por talhão, a cada uma ou duas semanas, gera centenas de relatórios por safra. Comparar cada um com a rota anterior, com a fase do talhão e com o clima é o trabalho que mais atrasa. A IA ajuda aí, com uma condição: ela só analisa o que foi registrado, com talhão, data e denominador.

1. Um resumo de cada rota, quando ela sobe. Quando o monitor termina uma rota, o Arlo escreve um resumo curto. Ele compara cada indicador com as rotas recentes do mesmo talhão e diz se subiu, caiu ou é novo; compara com os limites de alerta configurados; cruza o resultado com a fase que a ficha anota, com outras fichas do talhão e com o clima da última semana; propõe ações; e diz quanta confiança o dado merece. Este é um trecho real, traduzido do espanhol: a rota de pragas de um talhão de uma fazenda de abacate Hass na Colômbia, em 13 de agosto de 2026.

Resumo. «A prioridade é o ácaro-vermelho: foram detectados ninfas e adultos em 96,67% das amostras, um aumento marcado em relação a 66,34% em 1º de julho, e ovos em 5,0%, com todos os ovos positivos classificados como nível alto. O talhão está principalmente em florada (83,33%) e com 56,67% das plantas com fruta perto da colheita, por isso há risco de dano às folhas e de incompatibilidade com aplicações durante a florada ou perto da colheita; os coleópteros diminuíram, mas ainda estiveram presentes em 11,67% das amostras.»

Ácaro-vermelho. «A população móvel de ácaro-vermelho se expandiu rapidamente: está presente em quase todo o talhão e passou de 66,34% para 96,67% das amostras. Embora 91,67% dos casos tenham sido classificados como baixos, a distribuição tão ampla e a presença simultânea de ovos indicam reprodução ativa e risco de escalada.»

Confiança moderada. «A rota tem 60 plantas e 60 amostras, com comparação histórica disponível. A interpretação do ácaro é sólida, mas não há alertas configurados, localização espacial dos positivos, espécies de coleópteros nem resultados de outras fichas; além disso, a cobertura atual informada é de 3,0%, menor que os 5,0% da rota anterior.»

Repare em três coisas. O resumo cruza a praga com a fase: o talhão estava em flor e com fruta perto da colheita ao mesmo tempo, e isso limita o que se pode aplicar e quando. A nota de confiança diz que a rota vistoriou 3 % do talhão quando a anterior vistoriou 5 %, exatamente o que é preciso saber antes de comparar. E avisa que a fazenda não tinha alertas configurados: sem um limite definido pelo agrônomo, o resumo só pode julgar pelo tamanho e pela tendência.

O mesmo resumo também propôs uma aplicação, com um produto e uma dose encontrados na internet, que não reproduzimos aqui. Para achados altos ou críticos, o resumo busca na internet produtos e doses publicados para a sua cultura e o seu país e os inclui nas ações recomendadas, e o assistente do Arlo também os dá se você perguntar. São um ponto de partida: o agrônomo confere com a bula registrada no MAPA antes de qualquer aplicação. Para ver em quais plantas a praga se concentra, o mapa de calor da rota localiza cada uma.

2. Perguntar para a sua fazenda, no Arlo ou pelo WhatsApp. A IA do Arlo responde com os registros da sua fazenda:

  • «Quais talhões tiveram mais frutos broqueados este mês?»
  • «Como está o ácaro no talhão 3 comparado com a rota anterior?»
  • «Quais rotas de broca estão atrasadas e de qual monitor são?»

3. Analisar a fazenda com Claude, ChatGPT ou Grok. Se a sua equipe já usa um desses assistentes, pode conectá-lo ao Arlo: entre com o seu usuário do Arlo e autorize a conexão.

4. Montar fichas e alertas. Um assistente com IA propõe a ficha de monitoramento a partir da cultura e das pragas que você quer acompanhar, e outro propõe alertas com seus limites. Use os dois como rascunho: o protocolo e o nível de controle final são aprovados pelo agrônomo.

A IA não diagnostica uma doença nem substitui o agrônomo. Ela mostra mais rápido o que mudou, em qual talhão e com que confiança.

Erros comuns

  • Medir a antracnose só no pomar. Ela aparece na pós-colheita; sem o descarte do packing house por talhão, não há dado.
  • Uma rota só para tudo. Broca, ácaros e Phytophthora pedem amostras e frequências diferentes.
  • Registrar sem denominador. «Broca em 4 frutos» não diz nada sem o número de frutos vistoriados.
  • Copiar o nível de controle da Califórnia sem dizer. Os 3 a 5 tripes por folha da UC IPM são ponto de partida; anote de onde veio.
  • Chamar de «bacteriano» um cancro sem laboratório. A causa decide o manejo.
  • Começar pelos talhões doentes e molhados. A Phytophthora viaja no solo das botas e dos pneus; vá do sadio ao doente.

Como rodar o monitoramento do abacate no Arlo

O método funciona no papel. O Arlo encurta o caminho entre a rota e a decisão:

  1. Cinco fichas de abacate prontas para instalar: doenças (Phytophthora, cancro bacteriano, mancha-de-sol e murcha-do-loureiro), brocas do fruto (Heilipus, Stenoma, frutos vistoriados e frutos com dano), ácaros e tripes (Oligonychus, ácaros por leitura de lupa, tripes por folha), outras pragas (Monalonion, Compsus, verrugose e antracnose) e formigas. Cada uma vem com alertas iniciais que o agrônomo ajusta. Ajuste também o percentual de plantas de cada ficha ao seu protocolo, acrescente à fase da cultura as opções de enchimento e pré-colheita, e inclua campos como a cercosporiose.
  2. Rotas por talhão feitas no celular sem sinal, com o ponto GPS de cada planta, que guardam a data, o talhão, a praga, o resultado e o monitor de cada vistoria. As fichas de pragas anotam também a fase da cultura.
  3. Alertas com o nível de controle do agrônomo. Quando uma rota passa dele, o Arlo envia um e-mail às pessoas escolhidas.
  4. Revisão com o resumo de IA de cada rota e o seu mapa de calor.

Diagnóstico, escolha do produto e dose continuam com o agrônomo responsável e a bula registrada no MAPA. O Arlo está em espanhol e inglês.

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Perguntas frequentes

O que é a antracnose no abacateiro?
É a doença causada por fungos do gênero Colletotrichum. Ela infecta flores e frutos no pomar, fica latente e só aparece como manchas escuras quando o fruto amadurece, depois da colheita. Num estudo com Hass no Brasil, 60 % e 86 % das flores já estavam doentes nas duas safras avaliadas.
Quais são as principais doenças do abacateiro?
A antracnose (Colletotrichum), a verrugose (Sphaceloma perseae), a podridão de raízes por Phytophthora cinnamomi, a cercosporiose, a mancha-de-sol (sunblotch), causada por um viroide, e os cancros de tronco e ramos. A antracnose e a verrugose atacam o tecido novo com calor e chuva; a podridão de raízes avança com solo encharcado.
Quais são as principais pragas do abacate?
No Brasil, a broca-do-abacate (Stenoma catenifer), que ataca fruto, semente e ramos, e os bicudos do gênero Heilipus. Ácaros e tripes também danificam folhas e frutos. Na Colômbia e no México, as brocas do fruto e da semente são pragas quarentenárias que fecham mercados de exportação.
Com que frequência monitorar a broca-do-abacate?
Não há uma regra oficial brasileira. Uma dissertação da UFV de 2025 monitorou a broca toda semana em pomares de Hass, e a norma do Chile para importar abacate Hass do Brasil pede vigilância ao menos mensal, sobre 10 % da área e no mínimo 15 plantas por hectare, revisando 10 frutos por planta.
Existe nível de controle para pragas do abacateiro no Brasil?
Não encontramos um nível de controle oficial da Embrapa ou de órgão estadual. Para a broca-do-abacate, uma dissertação da UFV (2025) calculou níveis de controle de 0,9 % a 2,9 % de frutos broqueados em Hass, conforme o valor da produção e o método de aplicação. Trate esses números como ponto de partida e defina o seu com o agrônomo.
Com que frequência vistoriar a podridão de raízes?
Não há uma frequência oficial: o ICA da Colômbia pede avaliar os sintomas da copa de forma permanente. Uma rota que percorre o talhão inteiro todo mês, e outra depois de chuvas longas, é um bom ponto de partida. A copa demora a mostrar o problema: as raízes podem estar afetadas semanas ou meses antes. Plantas suspeitas têm as raízes conferidas e uma amostra enviada ao laboratório.

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